quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Atores de Jales conquistam seu espaço em grandes centros








Escolher uma profissão não é tarefa fácil, mas se destacar no que faz é ainda mais difícil. Atores que deram seus primeiros passos na cidade de Jales fazem sucesso em grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro. Ítalo Sasso, 21, e Eduardo Bartolomeu, 26, são exemplos disso. Eles têm em comum sua primeira formação – a ELITE - Escola Livre de Teatro de Jales.

Eduardo está no elenco do Teatro Vento Forte, em São Paulo, com a peça infanto-juvenil “Chico Lenhador”, dirigida por Ilo Krugli. O espetáculo, que estará em cartaz até o final de fevereiro, conta a história de um quarto rei mago que é brasileiro. “O que mais me estimula a participar deste trabalho é a possibilidade de ter um espaço fértil para experimentar livremente a expressão. Ilo é extremamente exigente, inquieto e instigador. Se trata de um projeto que convoca um ator brincante mergulhado poeticamente na cultura humana e brasileira”, diz Eduardo.

O ator começou a fazer teatro com 10 anos de idade, no núcleo infantil da ELITE. Destacou-se com o tempo, fez parte de espetáculos que ficaram marcados na cidade como “Sacra folia” (CIA Drummond) e “O Mágico de Óz” (Arterial Trupe), dirigiu, entre outras peças, Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues e integrou a equipe de professores da Escola.

Embora nunca tenha parado de se envolver com arte que mais gosta, quando saiu de Jales, Eduardo foi educador em Francisco Morato, município da grande São Paulo e, mesmo na rede de ensino, acabou desenvolvendo muitos projetos de teatro e cultura popular com crianças e educadores. Conhecido pela sua criticidade, o ator diz ter parado de dar aulas por não acreditar mais no sistema educacional. “Comecei a me sentir meio sujo compactuando com uma espécie de crime que vem sendo cometido com as crianças nas escolas e simplesmente parei. Foi esta ruptura que me fez olhar para outras portas e entrar para o espetáculo do Vento Forte”, diz.

Ainda em Francisco Morato, desenvolve trabalho no Teatro Girândola, grupo que fundou com mais três amigos. Com sua vasta experiência, Eduardo fala da dificuldade em ser um profissional nessa arte. “É curioso como o teatro em São Paulo, com todas as conquistas que obteve como a Lei de Fomento que beneficia grupos importantes de estrada e outros com caminhada curta, ainda sofra tantas ameaças”, finaliza.

Ítalo seguiu passos parecidos e está trabalhando no Núcleo Experimental do Teatro Augusta, em São Paulo com o drama “Coronado” de Dennis Lehane (autor do livro Meninos e Lobos). O espetáculo, dirigido por David Rock, está em cartaz as quartas e quintas-feiras no Teatro Augusta. Segundo ele, dos cerca de 500 atores, apenas nove foram selecionados. “Saí arrasado do teste porque conhecia o trabalho de muita gente talentosa que estava lá, mas fiquei surpreso com o resultado. O processo de montagem foi difícil. O meu personagem Bobby, um bandido que acabou de sair da prisão, é muito diferente do que eu sou”, conta.

Na Elite, Ítalo entrou com 10 anos e, com o tempo, mostrou sua competência em vários espetáculos, participou da peça “Jó – Capítulos e Versículos”, do grupo Arterial Trupe, trabalhou na companhia de Milton Aranda e coordenou a Trupe do Tio Ítalo. Apesar de estar atuando em São Paulo, ele saiu de Jales para morar no Rio de Janeiro, onde fez e ainda faz vários cursos. Um deles é o da CAL - Casa das Artes de Laranjeiras. “A ELITE é a principal base da minha carreira. Se não fosse pelos professores Clayton Campos, Sonia Secco, Eduardo Bartolomeu e Edney Gusmão, eu não teria saído de Jales preparado”, explica o ator que já gravou um comercial, fez participação na novela Malhação e fechou um contrato na rede Globo, fato que ainda não pode comentar.

Destaque no vestibular

Larissa Altemar, 18, já começou a fazer parte dessa lista de grandes sucessos. Ex-aluna e monitora do núcleo Pequenos Atores da ELITE, ela passou no vestibular de Artes Cênicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Essa é a segunda vez que consegue se classificar na prova, já que prestou um ano antes, apenas como treinamento.

A jovem diz que foram as simples aulas na ELITE que a ajudaram a enxergar o teatro como uma profissão, além de deixá-la segura durante o vestibular. “As atividades e as técnicas que os professores me ensinaram foram suficientes para me posicionar a altura dos alunos do Palácio das Artes, umas das melhores escolas de teatro de Belo Horizonte. Agradeço o apoio que todos me deram”, diz.

Clayton Campos fez questão de deixar registrado seu carinho. “Larissa é mais um exemplo de amor, dedicação e profissionalismo”, comentou no blog da Escola.
Quem deseja fazer teatro, pode se matricular no curso de Formação de Atores da ELITE. Basta se dirigir a secretaria da Escola, fundos do Teatro Municipal. Maiores informações pelo telefone (17) 97097373 ou pelo e-mail elite-escoladeteatro@hotmail.com. Para conhecer um pouco mais sobre a Escola também está disponível o blog: www.elteatrojales.blogspot.com.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Queira fazer parte dessa arte


"Não faço teatro para o povo, mas faço teatro em favor do povo. Faço teatro para incomodar os que estão sossegados. Só para isso faço teatro." (Plínio Marcos)
As inscrições da ELITE - Escola Livre de Teatro já estão abertas. Quem pensa de maneira especial, merece se expressar da mesma forma. Entre em contato com a equipe: 97097373 ou 36328876.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Comédia de Jorge Andrade estréia hoje em São Paulo


Quem está curtindo as férias na cidade de São Paulo pode assistir ao espetáculo de Jorge Andrade “Os Ossos do Barão”, hoje no teatro Ruth Escobar. Confira a notícia da Folha Online.


Comédia de Jorge Andrade sobre crise financeira
de 1929 ganha os palcos


No próximo dia 8, o teatro Ruth Escobar, na região central de São Paulo, recebe a estreia do espetáculo "Os Ossos do Barão", do dramaturgo Jorge Andrade, com a Cia. de Teatro Encena, às 21h.

A comédia, que já ganhou adaptações para a TV Globo e SBT, tem cenário assinado por Jorge Jacques, ex-integrante do grupo Os Satyros, e conta com a participação de Débora Muniz, uma das atrizes do filme "Encarnação do Demônio", de Zé do Caixão.

Dirigida por Orias Elias, a montagem discute os reflexos da crise financeira de 1929 na sociedade paulistana, como o processo de industrialização, o declínio do poder de muitos fazendeiros e barões de café e a ascensão social dos imigrantes.

A história apresenta um ex-empregado da fazenda do Barão de Jaraguá, imigrante italiano que enriqueceu com a Revolução Industrial em São Paulo e tornou-se proprietário de tudo que pertenceu ao barão. Seu sonho é concretizar o casamento de seu filho com a bisneta do Barão de Jaraguá para ganhar um título de nobreza.

Teatro Ruth Escobar - sala Dina Sfat - r. dos Ingleses, 209, Bela Vista, região central, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3289-2358. Sex. (8): 21h. Até 30/3. 90 min. Ingr.: R$ 30 (sex. e dom.) e R$ 40 (sáb.). Classificação etária: 12 anos.

Fonte: Folha Online

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Dica de Leitura

Filoctetes

SINOPSE
A lenda de Filoctetes, o herói grego abandonado em uma ilha durante a guerra de Troia, foi tema de peças de Ésquilo, Eurípides e Sófocles na Antiguidade e, nos tempos modernos, despertou o interesse de escritores como André Gide, Heiner Müller e Seamus Heany.
Das versões antigas, porém, a única que chegou aos nossos dias foi a de Sófocles apresentada aqui em edição bilíngue e na bela tradução de Trajano Vieira.
Além das notas e do posfácio do tradutor, este volume oferece, em apêndice, o célebre ensaio de Edmund Wilson sobre o texto de Sófocles, no qual o crítico norte-americano analisa as qualidades que fazem de Filoctetes uma obra-prima e uma peça extremamente singular no corpus das tragédias gregas.

Fonte: Folha Online

Campanha iniciada pelo Twitter arrecada 78 mil livros para crianças

Heber Dias de Sousa, Laura Furquim Xavier e José Luiz Goldfarb nunca se encontraram pessoalmente. Mas, juntos, viraram uma espécie de Papai Noel de crianças que têm pouco acesso a livros.

Em outubro, eles criaram uma campanha pelo site Twitter, em que pediam aos seus leitores que, neste Natal, doassem exemplares para comunidades pobres.

O que começou com apenas 140 caracteres (espaço permitido para cada mensagem) foi parar em uma das maiores livrarias do país. A partir desta sexta-feira, a livraria Cultura colocará em todos os livros que vender em São Paulo, Campinas (SP) e Porto Alegre (RS) um cartão-postal, pedindo que os compradores participem da campanha.

A ideia começou com Heber, que, de forma despretensiosa, sugeriu em seu Twitter o presente a seus leitores.

Laura, professora de química em Minas Gerais, leu e gostou da ideia. Procurou, então, o apoio do Ministério da Educação e do Conselho de Secretários Estaduais de Educação. Ganhou pontos de doação em todos os Estados.

Goldfarb, curador há 19 anos do Prêmio Jabuti e professor da PUC-SP, seguiu na mesma direção. Com experiência em campanhas de arrecadação de livros, foi atrás de empresas que quisessem participar da iniciativa.

Desde que deixou o mundo virtual, a campanha "Doe um livro no Natal" já arrecadou 78 mil livros de literatura --didáticos não são aceitos.

No sábado do dia 19, um show da cantora Maria Rita, na Fundição Progresso, Rio de Janeiro, também se tornou um ponto de arrecadação. Quem doou um livro pagou meia entrada.

A meta do grupo é chegar aos 100 mil livros até o dia 23. Depois, a campanha continuará apenas nas unidades da Droga Raia, até 20 de janeiro.

Os livros recebidos serão entregues a bibliotecas públicas, dentro e fora das escolas. Os organizadores esperam presentear entre 300 e 500 salas de leitura, que podem atingir até 500 mil jovens. "Queremos encher as bibliotecas de literatura para que os jovens adquiram o hábito da leitura por prazer", diz Goldfarb. Para participar, é só acessar o blog da iniciativa para encontrar os pontos de doação: http://doeumlivrononatal.blogspot.com.

Fonte: TALITA BEDINELLI
FÁBIO TAKAHASHI
da Folha de S.Paulo

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Elite encerra Mostra de Teatro em São Paulo





A Mostra Elite de Teatro 2009 terminou em grande estilo com a apresentação do Auto da Camisinha no “Perusferia – Artevismo no Beco”, evento realizado pela ECOS e a Comunidade Cultura Quilombaque, na Travessa Combaritiba, em Perus, zona noroeste de São Paulo.

Essa não é a primeira vez que a ELITE- Escola Livre de Teatro apresenta um dos seus mais ativos trabalhos na área de prevenção. Há aproximadamente um mês, os atores Clayton Campos, Raimundo Nonato e Viviane Fernandes levaram o nome da escola ao conhecimento da grande cidade em um dos eventos mais marcantes no ramo da saúde do ano, o 1º Encontro Paulista de Prevenção e Controle das DST/AIDS, realizado do dia 4 a 6 de novembro no Hotel Bourbon Convention Ibirapuera, bairro Moema.

Segundo a produtora da peça, Lisandra Ferraz, o convite surgiu justamente após o sucesso dessa primeira apresentação que foi assistida por Gabriela de Salles Santos Pistlle, integrante da comissão organizadora do Perusferia. “Quando assisti à peça pela primeira vez, eu adorei, o grupo é ótimo. Fiz questão de traze-los a esse evento porque a maioria dos jovens que participam dele são homens e a abordagem da camisinha para o sexo masculino é um pouco complicada. A peça mostra o lado ignorante e ingênuo dessa questão e nos ensina a forma correta de se prevenir”, diz Gabriela.

O elenco fala da satisfação de participar de um acontecimento que valoriza intensamente as diversidades artísticas. “Ao anunciarem nossa apresentação perguntaram ao microfone se alguém da platéia sabia onde fica Jales. Explicaram que viemos de longe e que fomos os primeiros a chegar, por isso, merecíamos toda a atenção”, disse Clayton grato pelo convite e manifestação carinho da equipe organizadora e dos jovens que fizeram questão de parabenizar o grupo.

A mistura de atrações como graffiti, dança, teatro, circo e percussão fez do local um verdadeiro Beco da Cultura. Uma das propostas anunciadas por Gabriela é revitalizar a Travessa Combaratiba, conhecida como cenário de todo tipo de violência e promover a campanha dos 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. "Devemos voltar nossos olhos a essa questão", conclui Gabriela.

Viviane Fernandes

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

19ª Mostra ELITE de Teatro ajuda a difundir a arte






A 19ª Mostra ELITE de Teatro de Jales conquistou platéias da cidade e promete fazer o mesmo nas cidades de Estrela d´Oeste e grande São Paulo com peças que divertem e emocionam os espectadores. As apresentações tiveram início no sábado dia 28 de novembro e encerra-se dia 5 de dezembro.

O evento é feito pelos alunos do núcleo de Produção e Difusão e também pelo de Formação da ELITE - Escola Livre de Teatro, que há 20 anos trabalha com a arte no município. Quem passou pela Feira do Comboio, dia 28, ou Feira Livre do Jardim Arapuã, dia 29, pode conferir a peça que deu início a Mostra “A farsa do mestre Pathelin” dirigida pelo professor José Vitorino de Souza e encenada pelos alunos André Gandolfo, Priscila Aline, Elaine Sgobi, Maria Martins e Nayara Ledo.

Atitudes inusitadas do público contribuíram para deixar o momento ainda mais especial. “Crianças que moram próximas a Feira pedindo para mãe levá-las para mais perto do local da encenação, pessoas se interagindo com os atores e um menino de aproximadamente dois anos, mesmo depois dos artistas já terem passado o chapéu, fez questão de ir até o centro da roda, com toda a timidez, entregar sua contribuição. Para nós esses são momentos mágicos”, diz o diretor da Escola Clayton Campos.

Na segunda Feira, dia 30, foi a vez do grupo “Pequenos Atores” mostrar seu talento na peça “A cor dos nossos sonhos” escrita e dirigida por Viviane Fernandes. Fizeram parte desse espetáculo alunos de aproximadamente 10 anos, são eles: Larissa Duran, Lorrayne Borges, Nicole Maschio, Jhennifer Gandolfo, Mariana Molina e Alex Kenji, além da participação especial da cantora Priscila Alli e das atrizes Priscila Aline, Letícia Mello, Nayara Ledo e Elaine Sgobi.

Segundo Viviane, a maioria desses alunos entrou muito pequeno na ELITE, fazendo peças infantis que tinham personagens encantados como fadas, bruxas e animais da floresta. Este ano, porém, eles protestaram dizendo que não queriam mais fazer peças de bichinho. “Os atores desse grupo tem uma maturidade teatral impressionante pela idade deles. Achamos justo o que ressaltaram, por isso, buscamos um texto que expressasse essa fase em que eles se encontram – a pré-adolescência, como não encontramos, decidimos escrever. Eles adoraram e se empenharam para fazer um bom trabalho”, conta Viviane.

O espetáculo “Auto da Camisinha”, dirigido por Clayton Campos e encenado por ele e pelos atores Raimundo Nonato e Viviane, foi apresentado na Praça do Jacaré, terça-feira, dia 1º. No mesmo dia, um encontro chamado “Vivência artística” marcou a noite no Teatro Municipal, onde os alunos tiveram a liberdade de criar e apresentar aquilo que gostam: encenação, recitação de poema, dança (balé ou canções populares) e composição de músicas.

Seguindo a programação divulgada no blog www.elteatro.blogspot.com, na sexta-feira, em Estrela d´Oeste, está agendada mais uma apresentação de “A farsa do Mestre Pathelin” na praça central da cidade. No sábado, na Travessa Combaratiba, em São Paulo, a Mostra se encerra com mais uma apresentação do “Auto da Camisinha”, uma peça que leva informação sobre a importância da prevenção.

Viviane Fernandes